La storia della famiglia...

 

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Os primitivos habitantes da "nossa" região tinha vida e costumes

PALAFITÁRIOS, isto é, viviam em palafitas.

 

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Sua vida tinha alta densidade social; eram avançados na carpintaria e, foram os "pais" da idade do bronze, pela existência, naquela região, do minério de cobre e, por sua apurada técnica na fundição e na utilização deste material.  Era uma das mais avançadas culturas existentes naquela época.

 

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Seus utensílios e ferramentas eram bem avançados para a época (± 3000 anos antes de cristo)

 

 

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Mineravam e fundiam o bronze com grande perícia e habilidade.

 

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Ainda que dispense a legenda, é um balde de 500 anos antes de cristo.

 

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Táboa Clesiana, em bronze, com a qual o Imperador Cláudio, concedeu em 46 dC., a cidadania Romana, ao "nosso pessoal". Foi achada em 1869, em Clés (Tn)

 

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As mulheres, já ao tempo da emigração, trabalhavam até mais do que os homens.

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Atividade de pastoreio - no verão.

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A polenta como era feita antes de Cristo e até bem pouco tempo atrás. Hoje é na base da "polentina".

 

 

A EMIGRAÇÃO DOS PRADI

 

Já  nos anos 60 (1860), as infindáveis guerras européias, algumas das quais pela posse de "nossa" terra, tornara a vida trentina quase impossível. A fome, as doenças, os saques de guerras, os filhos - força de trabalho - morrendo pela causa "dos outros", o maldito Napoleão, que tanta miséria nos trouxe, trouxe também o desanimo e o desespero. Os anos 70, tiveram a natureza como aliada, para nos trazer mais sofrimento. Primeiro foram os aluviões - degelo muito rápido, destruindo tudo - depois as doenças as pragas, como, a morte dos animais de tração, leite e carne, finalmente, a morte dos bichos da sêda, base final e única que restara para a sobrevivência.  Emigrar não era a solução, era a ÚNICA solução. Com a emigração, quem sabe os que ficassem, sobreviveriam, como de fato aconteceu !

A Emigração por volta de 1874, tinha "sereias", que cantavam o que os ouvidos trentinos desejavam: Sigam para a "Mérica", terra onde corre o leite o mel e onde os governos darão tudo o que necessitarem !

A emigração do norte italiano, foi um processo sem precedentes em toda a história humana, talvez a diáspora judaica tenha alguma semelhança.

Viemos para o Brasil, sem conhecer sua existência, apenas conhecíamos o que fora transmitido, com evidente, segunda intenção: É o melhor lugar do mundo e a verdade nos era sonegada: Viríamos para substituir os escravos negros, agora libertos pela Princesa Isabel.

Dizer que o início foi difícil é amenizar a verdade. Minha avó Vergínia Bardin Pradi, esposa de Ferdinando, me contava que tinham que dormir "come bestie" - dormiam como animais - no chão de terra nua e ainda, bem mais tarde, quando já tinha o "catre" - cama feita de paus e cipó, que cheguei a conhecer em um estábulo - pela manhã, tinha que tirar com um pau, as cobras que se aninhavam em baixo do catre, para se aquecer.  Sem contar os constantes ataques dos índios e seus infindáveis roubos de animais e plantações. O Início foi muito difícil, mas eram livres e proprietários, porém, nada se comparava ao fato de não existir as "maledetas" guerras.

Posso afirmar, sem medo de errar: Foram muito felizes e embóra sentindo muita saudade da pátria distante, sabiam ter feito o que era melhor !

(... e nós também !)

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Este é o "passaporte" para que nossa família pudesse emigrar. Antes de ser um documento à nosso favor, é na verdade a retirada de nossa cidadania e que nos tornava apátridas (sem pátria - ou apòlide, em italiano). Permitia que chegássemos até a "Mérica" e depois, ficávamos sem pátria. Maldade austríaca, que veio para o nosso bem: Hoje o governo Italiano reconhece que, por termos emigrado de solo italiano e não termos cidadania "austriáca", sendo apátridas com relação à áustria,

somos - Graças a Deus -

Italianos !

Sou BRASILEIRO por nascimento e por amor,

Sou ITALIANO pelos meus documentos e gratidão, e

Sou TRENTINO, pela Graça de Deus !

 

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Provavelmente no final de Junho ou início de Julho de 1876, aportando em Itajaí - SC

Cópia da Página 63 do "Blumenau em Cadernos" de março de 1975

 

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Il giorno di partenza - O dia do embarque para a América, no navio "Gabriela".

 

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Em 01 de Janeiro de 1894, bem antes portanto, do Tratado de S. Germano (1919), já o governo Italiano reconhecia em Ferdinando Pradi - meu avô  - a sua cidadania ITALIANA , tendo em vista, a condição de apátrida, pela áustria !

 

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© Antonio Pradi - abril/2000 - pode ser reproduzido qualquer texto ou foto acima, devendo porém, ser citada a origem, para com isto evitar problemas de direitos autorais